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Número de famílias em extrema pobreza na cidade de SP cresce 10% entre janeiro e julho de 2022, diz Prefeitura

O número de famílias vivendo em extrema pobreza na cidade de São Paulo cresceu 10,3% entre janeiro e julho deste ano, segundo dados do Cadastro Único da Prefeitura (CadÚnico), usado para o pagamento de programas sociais na capital paulista.

De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), em janeiro, a capital paulista tinha 619.869 famílias vivendo com renda per capita mensal de até R$ 105. Esse número saltou para 684.295 famílias no mês de julho.

Em janeiro, o g1 já havia publicado uma reportagem apontando que, nos 12 meses compreendidos entre janeiro de 2021 e janeiro de 2022, o total de pessoas vivendo em extrema pobreza na cidade havia saltado de 473.814 para 619.869 famílias. Alta de mais de mais de 30%.

Na comparação de janeiro de 2021 com julho de 2022, o crescimento da pobreza extrema na cidade de São Paulo chega a 44%.

A exemplo de janeiro, os distritos de M´Boi Mirim, Capela do Socorro e Cidade Ademar – todos na Zona Sul – são os que mais apresentam famílias em situação de vulnerabilidade social, conforme gráfico abaixo.

Na outra ponta, as regiões que têm menos famílias incluídas no CadÚnico são Santana, na Zona Norte da cidade, (8.815 famílias), Santo Amaro, Zona Sul, (6.890 famílias) e Pinheiros, Zona Oeste, com 2.698 famílias.

O CadÚnico é a porta de entrada para diversos programas de transferência de renda como Auxílio Brasil, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Benefício Eventual e Renda Mínima, do governo federal, ou o Bolsa do Povo e o Vale Gás, do governo de estado, por exemplo.

A SMADS informou que promove ações contínuas para a promoção do cadastro e atualização de dados das famílias inscritas nesse CadÚnico, por meio de vans que prestam atendimentos em diferentes pontos da cidade.

Em média, são atendidas 55 mil pessoas por mês pelos funcionários da pasta.

Situação do Brasil
Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada em junho deste ano, mostrou o maior número de pessoas em situação de pobreza já registrado no Brasil.

Segundo os dados, quase 10 milhões de brasileiros passaram a viver em situação de pobreza de 2019 a 2021. É quase toda a população de Portugal.

A FGV Social usou dados do IBGE para criar o mapa da pobreza no Brasil. O levantamento leva em conta a definição do Banco Mundial do que é pobreza a partir da renda das famílias.

São quase 63 milhões de pessoas no Brasil que, no ano passado, viviam em domicílios onde a renda por pessoa não ultrapassava R$ 497 por mês. Com esse valor, não é possível comprar uma cesta básica em nenhuma capital do país.

“Você tem a chegada da pandemia no país, a queda de ocupação, depois tem a chegada da inflação, inflação de alimentos, inflação dos pobres, que de alguma forma corroeu. Se a gente olhar no mercado de trabalho, está tendo uma recuperação do emprego, mas a renda do trabalho nunca esteve tão baixa quanto agora, porque a inflação está fazendo o papel de deteriorar a renda das pessoas”, explicou Marcelo Neri, diretor da FGV Social, em junho.
A pesquisa também fez um retrato da pobreza no Brasil por estados. O Distrito Federal e 24 dos 26 estados brasileiros registraram piora, e em quatro deles o número de pessoas em situação de pobreza passa da metade da população.

Pernambuco, Alagoas, Amazonas e Maranhão, são os estados que têm a maior proporção de pessoas nessa condição.

O diretor da FGV Social diz que o país precisa de medidas emergências e, também, políticas públicas permanentes para reduzir a pobreza.

“No curto prazo, você tem que transferir renda de uma maneira bem equilibrada, focalizada nos mais pobres, e a longo prazo você tem que investir em educação, em atividades produtivas para que as pessoas possam gerar sua própria renda”, explicou Neri.

Propostas dos candidatos
Os três candidatos mais bem colocados na disputa pelo governo de São Paulo colocaram nos planos de governos propostas para o combate à miséria no estado.

Haddad apresentou o “Programa Emergencial de Combate à Fome e à Miséria”, uma série de medidas para o combate à fome, com um fundo emergencial que prevê a distribuição de cestas básicas, leite e vouchers para compra de alimentos saudáveis integrados aos programas federais de distribuição de renda. Além da ampliação de programas como Bom Prato, Alimentação Escolar e outros.

Rodrigo Garcia propõe inaugurar novas unidades do Bom Prato, fixas e móveis e a criação do projeto estadual Cozinha Bom Prato nos municípios, cozinhas comunitárias a partir da utilização das cozinhas pilotos experimentais já instaladas em diversos municípios paulistas pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento.

E Tarcísio de Freitas promete ampliar projetos de segurança alimentar e de transferência de renda, alinhados aos projetos do Governo Federal.

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